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domingo, 13 de julho de 2014

Experiências

Um dia, na minha adolescência, fiz um trabalho sem acabamento e sem profissionalismo mesmo. Era década de oitenta e meu pai tinha uma serralheria no centro da cidade de Salvador (Bahia). Num sábado um cliente se aproxima e pede para fazer um serviço que calculei cerca de trezentos reais (na moeda de hoje), só que o cliente  poderia me pagar apenas cento e noventa reais, visto que teria que guardar o valor para o transporte para sua volta à zona rural, no que aceitei fazer o serviço. Como o valor teve que ser reduzido, reduzi também a qualidade do serviço; era um ferro de marcar gado e fiz de qualquer jeito. Acontece que o meu pai voltou e viu aquele material ali, perguntando quem estava 'fazendo' e respondi que eu 'fiz' e ele retomou a palavra dizendo que tinha que melhorar e tornei a falar e disse que pelo preço não havia como, então, ele me falou: -"Meu filho, o cartão de visita do profissional é o trabalho bem feito." Fiquei envergonhado por ter pensado daquele meu jeito jovem, aquele pensamento medíocre e egoísta, mas a lição ficou e tornei-me um profissional das artes poucos anos mais tarde, equilibrando sempre o meu trabalho primeiro pelo amor às artes e depois pelo conceito correto de que o trabalho bem feito é o nosso cartão de visita.
Num momento da minha vida, muito difícil, deparei-me com outra situação. Minha mãe estava num leito de hospital e eu estava aflito, com medo que ela morresse, quase desesperado e ela me falou que na Bíblia podemos ler que quem honra pai e mãe tem longura de dias de vida acrescentados. (Êxodo 20:12) Depois ela falou sobre manter o autodomínio e disse que Jeová controla as coisas boas, sendo assim 'não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.' (Filipenses 4:6, 7) No último dia da vida de minha mãe, estávamos lá eu e uma filha minha e vimos minha mãe se despedir com um aceno de mão e um gesto de um beijo. E nunca mais voltou. Entretanto, ficou a lição de manter-se em paz, de manter o autodomínio.
Somos uma família de homens agora. Somos sete irmãos e o nosso pai. Quase todos temos filhos e eu já tenho netos, mas o que é lindo na nossa família é a amizade, a cooperação, o sentimento de cumplicidade e harmonia que temos e mantemos entre nós. 
As experiências que temos são, na sua maioria, aprendidas com o familiar. Aprendemos dos erros e dos acertos do outro. Aprendemos quando somos orientados ou orientamos o outro a ser melhor sucedido em diversas situações, mas, o que ficou melhor de legado para nós foi a força, a fé e a espiritualidade da nossa mãe, um exemplo de pessoa, de ser humano e de mulher de verdade.
Que o nosso soberano e eterno Deus Jeová nos dê um bom dia de humildade, boa saúde, paz, sabedoria, autodomínio, segurança e bençãos em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!

                                                            Joca Vitorino

Pensamento: "Quem se esquiva da disciplina rejeita a sua própria alma, mas aquele que escuta a repreensão adquire coração." (Provérbios 15:32)

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