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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Quem pode te consolar?

Consolo para os aflitos


NOS momentos de aflição, homens e mulheres fiéis do passado oravam fervorosamente a Deus, pedindo orientação. No entanto, também tomavam medidas para aliviar sua angústia. Em alguns casos tiveram que ser engenhosos para fugir dos opressores. Por exemplo, a confiança em Jeová, combinada com esforço pessoal, deu a Davi condições de suportar a adversidade. O que dizer de nós hoje?
Quando algum problema o deixa aflito, você provavelmente toma a iniciativa para resolvê-lo. Por exemplo, se você perder o emprego, não se esforçará para encontrar outro adequado, a fim de sustentar a si mesmo e a sua família? (1 Timóteo 5:8) Ou se ficar doente, não procurará assistência médica de qualidade? É interessante que Jesus, que tinha o poder concedido por Deus para curar todo tipo de doença, reconheceu que ‘os enfermos precisam de médico’. (Mateus 9:12) Mesmo assim, talvez suas adversidades nem sempre terão fim e, nesses casos, você terá de continuar a suportá-las até certo ponto.
Que tal apresentar o assunto a Jeová em oração? Por exemplo, se estivermos procurando emprego, a confiança em Deus e a oração nos ajudarão a resistir a qualquer tentação de aceitar um trabalho que entre em conflito com princípios bíblicos. Também evitamos ser “desviados da fé” pela ganância ou pelo amor ao dinheiro. (1 Timóteo 6:10) Ao tomar decisões importantes em questões de emprego, de família ou de saúde, podemos realmente seguir a exortação de Davi: “Lança teu fardo sobre o próprio Jeová, e ele mesmo te susterá. Nunca permitirá que o justo seja abalado.” — Salmo 55:22.
As orações feitas de coração também nos ajudarão a encarar as coisas de modo equilibrado, e assim a aflição não nos vencerá. O apóstolo Paulo, exemplo de cristão genuíno, escreveu: “Em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus.” De que maneira as orações sinceras podem nos consolar? “A paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6, 7) A paz de Deus “excede todo pensamento”. Portanto, é capaz de nos dar estabilidade quando estamos sobrecarregados de emoções aflitivas. Ela ‘guarda o nosso coração e as nossas faculdades mentais’, ajudando-nos a não reagir de modo precipitado e imprudente, o que poderia aumentar o sofrimento.
A oração também pode influir no rumo dos acontecimentos. Quando foi encarcerado em Roma, o apóstolo Paulo pediu humildemente aos companheiros cristãos que orassem por ele. Por quê? “Exorto-vos mais especificamente a que façais isso”, escreveu-lhes Paulo, “para que eu vos seja restituído tanto mais cedo”. (Hebreus 13:19) Em outras palavras, Paulo sabia que o fato de Jeová ouvir as orações persistentes de seus irmãos na fé poderia influir na questão de quando ele seria solto. —Filêmon 22.
Será que a oração mudará o desfecho de nossa situação aflitiva? É possível. Precisamos entender, porém, que Jeová talvez não responda às nossas orações como gostaríamos. Paulo orou várias vezes a respeito do seu “espinho na carne”, que talvez fosse um problema físico. Mas em vez de eliminar o problema, Deus disse a ele: “Basta-te a minha benignidade imerecida; pois o meu poder está sendo aperfeiçoado na fraqueza.” —2 Coríntios 12:7-9.
 
Mulher orando por ajuda
Do desespero ao alívio
Mulher orando por ajuda
Concluímos assim que a nossa aflição talvez não termine imediatamente. Entretanto, teremos a oportunidade de provar que confiamos no nosso Pai celestial. (Tiago 1:2-4) Tenha a certeza de que, mesmo que Jeová Deus não acabe com a situação aflitiva, ele é capaz de ‘prover a saída, a fim de que a possamos agüentar’. (1 Coríntios 10:13) Vale notar que Jeová é chamado de “Deus de todo o consolo, que nos consola em toda a nossa tribulação”. (2 Coríntios 1:3, 4) Ele pode nos dar o que precisamos para perseverar, e temos a esperança de vida eterna.
A Palavra de Deus, a Bíblia, promete que Jeová “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. (Revelação 21:3, 4) Será que um mundo sem sofrimento é bom demais para ser verdade? Talvez pense assim, se você já estiver acostumado a conviver com adversidades. Contudo, Deus prometeu que ficaremos livres do medo e da aflição, e o seu propósito se cumprirá com toda certeza. — Isaías 55:10, 11.
 
 
Publicado em A Sentinela  de 15 de fevereiro de 2004



ASSOCIAÇÃO TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS

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