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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O que o mundo tem a oferecer?



                                  GUERRAS DE PALAVRAS
                          Por que ferem tanto?



“Donde procedem as guerras e donde vêm as lutas entre vós?” — TIAGO 4:1.
TIAGO, escritor bíblico, não fez essa pergunta aos soldados das legiões romanas então em guerra, nem estava analisando os motivos da luta de guerrilha dos Sicários, ou faquistas, judeus do primeiro século EC. Tiago se referia às disputas que envolviam apenas duas pessoas. Como assim? É que as disputas, da mesma forma que as guerras, são destrutivas. Veja os seguintes relatos bíblicos.
Os filhos do patriarca Jacó odiavam tanto seu irmão José que o venderam como escravo. (Gênesis 37:4-28) Mais tarde, o Rei Saul, de Israel, tentou matar Davi porque tinha inveja dele. (1 Samuel 18:7-1123:14, 15) No primeiro século, duas mulheres cristãs, Evódia e Síntique, perturbaram a paz de uma congregação inteira com suas discussões. — Filipenses 4:2.
Em séculos mais recentes, homens resolviam as diferenças em duelos, confrontando-se com espadas ou pistolas. Muitas vezes, um dos duelistas morria ou ficava aleijado. Hoje em dia, as armas mudaram. A hostilidade entre alguns geralmente se limita ao uso de palavras amargas e ferinas. Embora não se derrame sangue, os ataques verbais ferem as emoções e a reputação. Os inocentes muitas vezes sofrem nestas “guerras”.
Considere o que aconteceu há alguns anos quando um sacerdote anglicano acusou outro de má administração das finanças da igreja. A rixa entre eles tornou-se pública, e a opinião dos membros da congregação se dividiu. Alguns se recusavam a assistir aos cultos presididos pelo sacerdote a quem se opunham. O desrespeito mútuo chegou a tal ponto que eles nem se olhavam quando se encontravam durante o culto. Quando o sacerdote acusador foi ele mesmo incriminado de má conduta sexual, a rixa se intensificou.
O Arcebispo de Cantuária apelou para que os clérigos parassem com a luta, chamando-a de “câncer” e de “escândalo que desonra o nome de Nosso Senhor”. Em 1997, um dos sacerdotes concordou em se aposentar. O outro se manteve no cargo o máximo que pôde, até a idade da aposentadoria obrigatória, ficando ali até o dia 7 de agosto de 2001, quando completou 70 anos. O jornalThe Church of England Newspaper mencionou que a data em que ele se aposentou era o dia da festa de “São” Victricius. Quem era “São” Victricius? Era um bispo do quarto século, que se diz ter sido açoitado por ter recusado lutar no exército. Notando o contraste nas atitudes, o jornal disse: “Negar-se a lutar numa batalha eclesiástica não era característica do [sacerdote que se aposentou].”
Estes sacerdotes teriam evitado prejudicar a si mesmos e a outros se tivessem aplicado o conselho de Romanos 12:17, 18: “Não retribuais a ninguém mal por mal. Provede coisas excelentes à vista de todos os homens. Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.”
E você? Se alguém lhe ofende, será que o ressentimento o leva a um clima de guerra? Ou evita palavras ásperas visando manter o caminho livre para uma relação pacífica? Se ofender alguém, será que evita a pessoa e espera que, com o tempo, ela esqueça o problema? Ou você pede desculpas sem demora? Quer peça desculpas quer desculpe outros, tentar manter a paz contribuirá para o seu bem-estar. Os conselhos bíblicos podem nos ajudar a resolver até mesmo conflitos antigos.

Publicado em A Sentinela  de 1.º de março de 2005





ASSOCIAÇÃO TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS

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